Não estou ausente como pode parecer (André Luiz Gomes de Lima)

Minha mãezinha Rita, começo essa carta ao qual me é permitido transmitir, tranquilizando seu coração angustiado, porque mãe você é o coração sempre amoroso, que nos cuida e nos protege, e saiba que recebo suas preocupações com tranquilidade e paz, e bastante orgulhoso de identificar a sua afeição tão cara para o meu coração.

A vovó Clélia está aqui do meu lado dando-me amparo para escrever junto com outros amigos que hoje aqui conheci e são cooperadores dessa reunião, que para nós também é de emoção e festa.

O vovô Evaldi não pode estar aqui conosco, pois ele se encontra em outros compromissos aqui, mas me pediu para lhe enviar na condição de pai sua bênção.

Venho lhe dizer que seu filho foi muito amparado depois do assalto que confirmo foi planejado, e que infelizmente fui motivo de atitudes infelizes de criaturas que estão por aí com a cabeça pelo ar e que não tive, mãe, como me safar do ataque triste e lamentável que fui vítima.

Mãe, você sabe que seu filho não estava envolvido com qualquer clima de drogas, pois o amparo sólido da educação não me permitiria, graças a Deus, de se fragilizar pelas investidas dos que buscam nos envolver nessa grave doença social que infelizmente está aí contaminando os lares.

Infelizmente, principalmente os jovens, não tiveram a proteção que sempre tive em família, onde eu, o Diego, o Bruno, meus irmãos, recebemos as orientações para acima de tudo amar à Deus e ao bem.

Eu sei o quanto você sofre e vejo sua luta interior para não cair na revolta diante da ocorrência infeliz ocorrida comigo, mas uma vez infelizmente o ciúme lá no bairro com criaturas que não aceitam a felicidade dos outros gerou as desconfianças, e que as pessoas lutem para jamais saberem mais sobre o que ocorre nesse mundo triste e violento.

Casualmente acabamos sabendo disto e daquilo, e aí é um perigo que é rastreado por esses pontos de complicações para nós e para toda a sociedade.

Fui acolhido pelos menos avós que foram o máximo para mim afim de que eu vencesse alguns instantes iniciais de insegurança quando aqui abri os olhos para uma realidade tão verdadeira e real para mim.

Não estou sofrendo mais com as imagens que ficaram em mim. Com muita ajuda e muito diálogo, e boas terapias eu fui superando da melhor forma as lembranças que ficaram.

Fico em paz, pois nesse mundo de tramoias fruto da maldade, fiquei preocupado mesmo com o que se poderia ter falado aos meus pais, pois o telefone da fofoca é ainda um proceder tão corriqueiro, mas meus avós me acalmaram dizendo que estava tudo bem, e em paz quando à essa minha preocupação.

Beije com um abraço o Murilo. Sei o quanto ele está sensível, mas estamos procurando ajudá-lo, tanto quanto a Amanda e o Alan.

Estou a cada dia aprendendo mais, os meus avós me incentivam a isso, porque preciso continuar os meus estudos.

Não chore mãe pensando que eu esteja complexado com a violência de que fui vítima. Isto não acontece comigo, já saí do momento assim delicado, que de certa forma muitos aqui passam na recém chegada em um ambiente que muitos não se educaram a pensar.

Sou seu filho assim muitíssimo grato, pedindo sua bênção, sua compreensão, e sem qualquer sentimento de sofrimento, todas as mães que sofrem a dor da ausência de seus filhos pela violência têm um selo da mãe de Jesus que também presenciou o abuso e a violência de que seu filho foi vítima. É o que eu consigo transmitir…

Seu filho está com a ficha limpa e vou aprendendo, mãe Rita, que o perdão não é prioridade no benefício que damos aos que nos ofenderam e nos agrediram. O perdão, no meu pobre pensamento mãe, tem como prioridade de benefício para quem o concede, pois é com o perdão, pouco a pouco, que eu vou me protegendo de qualquer doença em minha alma.

Não consegui esse sentimento assim em um estalar de dedos, mas com o tempo fui amadurecendo essa ideia que tão bem tem feito para mim. Aguente aí mãe, pois não estou ausente como pode parecer, pois estamos na mesma vida. Seu coração que bate na vida, mãe, é o coração batendo na mesma vida.

Obrigado por vir, porque eu também ansiava por notícias.

Sou seu filho para sempre, com esperança de suas melhoras no coração, com saudade, mas com aceitação, Dedé.

ANDRÉ LUIZ GOMES DE LIMA (05/01/2016, 28 anos)

Mensagem psicografada na Associação Beneficente Espírita Caminheiros do Bem, em Curitiba,
no dia 11 de dezembro de 2016, pelo médium Orlando Noronha Carneiro.

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