Tá tudo certo, ein mãe (Rafael Yoshino Ponce)

Querida mãezinha, mamãe Elza, poxa, você e a Natasha me trouxeram aqui e cheguei todo encorpado e caí na boa de novos amigos para lhe escrever, já que somos tão amparados.

Desculpe, estou me esforçando para escrever, porque aqui o projeto é diferente. Tenho que escrever de forma diferente.

Aqui não é um documento técnico de projeto em informática, aqui é um projeto de coração de filho para a mamãe. Mas vejo que a vida é solidária e quem me ajuda é a vovó Ana que é tão dócil para comigo.

Mãe, acredito que deveria ter tomado mais cuidado como corpo e com a saúde. Até que você me dava uns toques: “Rafa, olha o peso! Manera filho!”. Poxa, tinha que olhar mais esta questão, e aí silenciosamente, como me disse a vó Ana, os sinais sem voz foram se apresentando pensando ser algo corriqueiro, excesso do alimento, estômago pesado, mas e daí veio a trapaça do corpo, o infarto, onde sei você me encontrou segundo a vó Ana.

Que saudade de meu irmão Lucas, essa saudade é brava, e mãe, sou eu mesmo, eu te perdoo sim, mas colocar terno não era a minha praia, é porque o corpinho não facilitava.

Ai meu Deus, tem que ajeitar a gravata, nossa senhora.

As camisetas até aliviavam, mas tudo certo, ein mãe.

Viu, aqui não vão colocar terninho também nem que os anjos se ajoelhem.

Mãe, deixo aqui meu alô.

Natasha, você sempre aprontando comigo, ein? Brincadeira…

A vó Ana me diz que vai me colocar em um spa. Vó cheia de alegria.

Deixo também ao pai Rogério aquele abraço light.

Com muitas saudades, mas feliz por esses instantes…

Ah, aqui tem computador e informática viu…

Seu filhinho grande, Rafa.

RAFAEL YOSHINO PONCE (29/06/2017, 28 anos)

Mensagem psicografada na Associação Beneficente Espírita Caminheiros do Bem, em Curitiba, no dia 27 de agosto de 2017, pelo médium Orlando Noronha Carneiro.

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